Raquel dá dicas imperdíveis para quem deseja visitar a Eslovênia

A minha vontade de conhecer a Eslovênia surgiu no exato momento em que assisti ao Globo Repórter, com a participação especial da Juliana, do dia 03 de agosto de 2012. Como estava planejando um intercâmbio de um mês em Malta, comprei minhas passagens de volta com uma parada de uma semana em Milão. Assim, teria tempo para conhecer algumas cidades da Itália e ainda dar um pulinho na Eslovênia.

Todo o meu roteiro foi planejado e realizado apenas por mim mesma, então qualquer mulher sozinha pode fazer o mesmo, já que segurança e hospitalidade são características desse lindo país e de seu povo. Como fiquei três dias conhecendo uma parte da Eslovênia, vou dividir meu roteiro de acordo com os dias e no final vou apresentar um resumo dos meus gastos por lá.

Primeiro dia: Liubliana

Após conhecer Milão, Verona e Veneza, fui até Trieste, já que a hospedagem era mais barata do que em Veneza. Para chegar até a capital Liubliana, atravessei a fronteira entre a Itália e a Eslovênia de ônibus, na linha Trieste-Sežana. A estação de ônibus de Trieste está localizada ao lado da estação de trem e possui linhas diretamente para Liubliana, porém apenas às 14h e às 18h20. Todas as linhas de ônibus entre Trieste e a Eslovênia podem ser vistas aqui.  Já na Eslovênia, peguei o trem de Sežana para Liubliana às 9h23. Sežana é uma cidade bem pequena, com aproximadamente 12.000 habitantes, e a estação de trem fica ao lado da estação de ônibus. Como cheguei à cidade perto das 8h, fiquei num barzinho ao lado esperando, tomando um suco e usando a internet wi-fi. Já senti um grande contraste com relação à Itália, pois quase não vi pessoas na rua e nem na própria estação de trem.

Cheguei em Liubliana aproximadamente às 11h30, sendo que o horário previsto era às 11h11. O trem teve um pequeno atraso durante a viagem, mas foi avisado pelo funcionário que conferia os bilhetes. O custo do ônibus entre Trieste e Sežana foi de € 2,70 e o trem até Liubliana, € 7,27.

Após chegar à estação de trem de Liubliana (Železniška postaja, em esloveno), fui caminhando em direção ao rio Ljubljanica, que é um dos cartões postais da cidade e também é um ótimo ponto de referência. Meu hotel, Maček Rooms ,ficava bem na margem do rio, numa região repleta de bares e restaurantes. O próprio hotel fica localizado em cima de um barzinho com o mesmo nome, e a noite é bem agitado.

Fui muito bem recepcionada no hotel e já fiquei com uma ótima impressão do povo esloveno. Em cima da cama tinha um chocolate típico da Eslovênia me esperando e também estavam disponíveis no quarto um guia turístico em Inglês e cartões postais. Deixei minhas coisas no quarto, peguei um mapa de Liubliana com um dos funcionários do hotel e saí para conhecer a cidade.

Minha primeira parada foi no Centro de Informações Turísticas, pois queria maiores informações sobre o Ljubljana Card. O preço para adultos é de € 23,00 para 24 horas; € 30,00 para 48 horas; e € 35,00 para 72 horas. O cartão permite o acesso gratuito a museus e atrações, city tours, o uso gratuito do transporte coletivo, passeios de barco, uso por 24 horas da internet wi-fi e muitos outros benefícios. Comprei o cartão com validade de 48 horas, pois mesmo indo para Bled no dia seguinte, iria retornar para Liubliana. Para saber mais sobre o Ljubljana Card, clique aqui.

Com o Ljubljana Card em mãos, fui conhecer o principal símbolo da capital eslovena, o Ljubljana Castle (Ljublianski Grad, em esloveno). Cheguei ao castelo por meio do funicular e conheci as principais atrações: o Virtual Castle, um vídeo de aproximadamente 12 minutos que conta a história do castelo; a Viewing Tower; e o museu que conta um pouco da história da Eslovênia, chamado de Slovenian History exhibition.

Raquel no Castelo de Liubliana

Raquel no Castelo de Liubliana

Caminhar por Liubliana é uma atração à parte, e foi caminhado que encontrei a Embaixada do Brasil, localizada em frente à Congress Square (Kongresni trg, em esloveno).  Ainda fiz outro passeio incluso no Ljubljana Card – Ljubljanica River tourist boat. Esse passeio de barco dura aproximadamente 1 hora, passando embaixo das principais pontes do rio Ljubljanica, como a Triple Bridge, Butcher’s Bridge e Dragon Bridge.

Por fim, jantei num restaurante às margens do rio Ljubljanica, chamado Zlata Ribica. Pedi um risoto de camarão (€ 16,00), uma salada pequena (€ 5,00) e uma Coca-Cola (€2,80). Com o valor do serviço (€ 1,20), o valor total da conta foi de € 25,00. Mas como paguei em dinheiro, o garçom me ofereceu 10% de desconto. E mais uma vez vi a simpatia dos eslovenos, pois o garçom foi muito prestativo e me fez diversas perguntas sobre o Brasil, já que pretende conhecer nosso país durante a Copa do Mundo.

Segundo dia: Bled

Iniciei meu dia tomando um café da manhã maravilhoso no Maček Rooms, já incluso na diária, com croissant quentinho e café feito na hora. Logo em seguida me dirigi à estação rodoviária de Liubliana, que fica exatamente na frente da estação de trem. Para chegar ao meu destino, Bled, existem duas opções de transporte público: trem e ônibus. Preferi ir de ônibus, uma vez que a estação rodoviária de Bled fica mais próxima das principais atrações da cidade, como o Bled Castle. Já a estação de trem está localizada do outro lado do lago, exigindo uma caminhada maior.

Peguei o ônibus às 9h, sendo que a viagem até Bled dura aproximadamente 1h17 e custa € 7,80. Assim que cheguei a Bled, fui caminhando até o lago e já subi para conhecer o castelo. Saindo da estação rodoviária, chegando ao lago e dirigindo-se para o lado direito, logo é avistada a placa informando sobre o castelo. Mas preparem-se, pois a subida exige um bom preparo físico!

O Castelo de Bled é um dos castelos mais antigos da Eslovênia, já que completou 1.000 anos em 2011. De acordo com fontes escritas, foi mencionado pela primeira vez no dia 22 de maio de 1011. O castelo está disposto em torno de pátios, nos níveis superior e inferior.

No nível inferior, logo na entrada do castelo, encontra-se uma antiga tipografia. Essa tipografia abriga uma reconstrução de uma impressora de madeira de Gutemberg. Lá é possível se transformar em um impressor mestre do castelo. Para imprimir um certificado com o nome escolhido, primeiro deve ser escolhida a cor do papel feito à mão e a ilustração, entre as opções disponíveis. Depois o nome é impresso com blocos de chumbo e, por fim, é aplicado um carimbo para comprovar a autenticidade sobre a cera derretida de uma vela. Essa lembrança tão divertida custa € 8,00.

Raquel no Castelo de Bled

Castelo de Bled

A entrada para o castelo custa € 8,00, incluindo outras atrações, como um museu, que conta a história da região próxima ao Lago Bled; uma forja; uma capela do século XVI; um restaurante; um café; uma galeria de ervas; uma adega de vinhos; e muito mais. Particularmente, uma das principais atrações é a vista espetacular que se tem a partir do castelo.

A ilha de Bled

A ilha de Bled

Além das atrações permanentes do castelo, entre os dias 5 e 9 de junho estava acontecendo um evento chamado 7th Medieval Days at Bled Castle. Logo na subida do castelo estava exposto um acampamento medieval. Entretanto, as principais atrações, como apresentações de grupos medievais, iriam ocorrer apenas no final de semana.

Quando desci novamente para as margens do lago, comi o lanche que tinha comprado no dia anterior em um mercado em Liubliana. Entretanto existem algumas opções de restaurantes e cafés na região.

Outra grande atração é a ilha de Bled (Blejskega otoka, em esloveno), podendo se chegar até lá alugando um bote individual por € 15 ou então por meio de um barco de madeira típico do lago, chamado Pletna. Esse barco tem 7 metros de comprimento e 2 de largura, sendo que o barqueiro rema em pé. Eu escolhi essa opção, que custa € 12 por pessoa e eles esperam fechar um grupo com 8 pessoas. O barqueiro do meu Pletna era um esloveno super simpático, que estava indo passar as férias em Malta na semana seguinte.

Chegando à ilha, os visitantes já se deparam com uma escadaria construída em 1655, com nada menos que 99 degraus. Entre as atrações da ilha estão a igreja com o “sino dos desejos”; a torre do sino; uma galeria de artes e o Potičnica, que é um doce típico esloveno. Infelizmente não tive tempo de provar esse doce, pois o barqueiro espera por apenas 30 minutos para retornar para a margem do lago. A taxa de visitação, incluindo a subida na torre do sino (View bell tower) custa € 5,00.

Retornei para Liubliana com o ônibus das 15h30, sendo que o custo foi de € 6,30. Então observei na passagem de ida para Bled que é cobrada uma taxa de reserva de € 1,50 quando a mesma é comprada dentro da estação rodoviária, mesmo que 5 minutos antes da partida.

Quando cheguei a Liubliana, ainda fui conhecer um pouco mais da capital eslovena. Fui caminhando da estação rodoviária até o hotel, tomei um banho e fui aproveitar o final de tarde.

A primeira parada foi numa sorveteria bem pertinho do meu hotel. Comprovei que o sorvete esloveno não deixa em nada a desejar se comparado com o italiano. Além do que, adorei a casquinha coberta com chocolate e castanha!

Centro de Liubliana

Centro de Liubliana

Caminhar pelas margens do rio Ljubljanica no fim de tarde é muito agradável e dessa vez aproveitei para conhecer as principais pontes da cidade. Entre elas está a Dragon Bridge (Zmajski most, em esloveno), sendo que o dragão é um símbolo da cidade em função de uma antiga lenda.

Dragão de Liubliana

Zmajski most

Da Congress Square (Kongresni trg, em esloveno) tem-se uma vista bem bonita do Castelo deLiubliana. Essa praça é palco para apresentações e exposições. Ao redor da praça encontra-se a Universidade de Liubliana e Slovenian Philharmonic.

Outro ponto de Liubliana que merece uma visita é a chamada Old Town (Stara Ljubljana, em esloveno), na região do meu hotel. Lá se encontram diversas lojas, restaurantes, bares, galerias de arte, e muito mais. E como já estava na hora do jantar, já aproveitei a região para experimentar alguma comida típica eslovena. Experimentei um Goulash with polenta, que é uma espécie de sopa com carne e polenta, que custou € 13,00, e tomei uma taça de vinho, por € 3,00. A comida estava bem gostosa e o prato era enorme!

Terceiro dia: Postojna

No meu último dia na Eslovênia o destino era outra das maiores atrações do país, a Caverna de Postojna (Postojna Cave, em inglês; Postojnska jama, em esloveno). Acordei cedo, tomei café no hotel, fiz o check out, passei no Mercator, que me pareceu ser uma grande rede de supermercados lá, para comprar uns lanchinhos, e fui para a estação rodoviária.Peguei o ônibus das 10h e antes das 11h já estava na cidadezinha de Postojna, que fica a apenas 50 km de distância da capital. A cidade tem pouco mais de 15 mil habitantes e está ocalizada na região Notranjsko-kraška (Inner Carniola-Karst, em inglês). O valor do bilhete de ônibus custa € 7,50, sendo que, assim como para Bled, é melhor ir para Postojna de ônibus do que de trem. Como voltei para Sežana após visitar Postojna, em funçãodos horários tive que pegar um trem. E a estação de trem é bem mais longe da caverna do que a estação rodoviária.

Ao redor da caverna encontra-se uma vasta opção de lazer: restaurantes, hotel, souvenir shop, museu, sorveteria e muito mais. Outra atração é o Proteus Vivarium, onde podem ser vistos exemplares de diversos animais e insetos que vivem na caverna, incluindo o mais famoso deles, o proteus ou human fish. Além disso, o Predjama Castle (Predjamski grad, em esloveno) é outra atração da região. Esse castelo está localizado a 9 km da Caverna de Postojna e como não é oferecido o transporte até lá, apesar de ser possível comprar ingresso para todas as atrações em conjunto, não tive a oportunidade de conhecer.

Caverna de Postojna

Caverna de Postojna

Para visitar a Caverna de Postojna e também o Vivarium, paguei € 27,00. Durante a alta temporada, as visitas acontecem de hora em hora, entre as 9h e às 18h. Entretanto, nos meses de baixa temporada na Europa – de outubro a abril – as visitas ocorrem apenas de três a quatro vezes por dia. Por isso é importante conferir os horários aqui.

Como a temperatura dentro da caverna é de aproximadamente 9ºC, independentemente da época do ano, aluguei um casaco por € 3,50 na entrada, já que não estava preparada para tanto frio. A visita dura cerca de 90 minutos e são percorridos pelos visitantes 5,2 km dos 20km já descobertos até o momento. Os dois primeiros quilômetros são percorridos no trenzinho, seguidos por mais um quilômetro a pé, e depois se retorna para o trem. Como essa parte percorrida a pé é cheia de subidas e descidas, é importante estar com um calçado confortável.

Caverna de Postojna

Caverna de Postojna

Após todas as visitas, caminhei até a estação de trem de Postojna, localizada a 2 km de distância da caverna. Retornei até Sežana de trem e peguei um táxi até Villa Opicina, já que não tinham mais ônibus para Trieste nesse horário.  Esses foram meus maravilhosos três dias na Eslovênia. Realmente espero ter oportunidade de retornar mais vezes para esse país, já que tem tantos outros lugares lindos que a Juliana mostra aqui no blog que pretendo conhecer. Para finalizar, deixo uma tabela resumindo os meus gastos:

Custos da viagem para Eslovenia

Clique na imagem para ampliá-la.

– Leia mais sobre a viagem da Raquel no blog:  http://poeamaonobolso.wordpress.com/quanto-custa-ir-para/eslovenia/.

13 Respostas para “Raquel dá dicas imperdíveis para quem deseja visitar a Eslovênia

  1. Estamos indo de Veneza para Ljubljana, gostaria de ir de trem partindo de Veneza onde ficarei por 3 dias. E fácil conseguir passagens? Eu me chamo Berenice e viajo em Marco

  2. Oi!
    Vou para Ljubljana no final de março e de lá pretendo ir para zadar, Croácia. Você sabe me informar, por gentileza, se existe ônibus ou trem com esse trajeto.
    Obrigado
    Maria Medeiros

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